
Rita e Luís eram namorados. A 31 de Agosto de 2007, na EN125 no Algarve, sofreram um acidente que mudaria definitivamente a sua vida e a de mais quatro pessoas.
Um Opel Corsa desgovernado que seguia em sentido contrário, despista-se numa curva e embate de frente no seu carro. Do embate viriam a resultar a morte de Rita e de mais três pessoas que seguiam na outra viatura.
O condutor desta acusou 1.1 gr/lt de alcool no sangue, quase taxa crime.
Dois anos depois, o Tribunal de Lagos considerou o causador do acidente culpado das quatro mortes e condenou-o a um ano de inibição de condução e a quatro anos (!) e três meses de prisão... com pena suspensa por igual período!!!
Em Fevereiro deste ano, um camionista português, Paulo Jorge da Silva, foi condenado a três anos de prisão efectiva por ser causador de um acidente onde morreram seis pessoas, todas da mesma família, e a pena acessória de três anos de inibição de condução, período findo o qual terá de se submeter a novo exame de condução a fim de recuperar o título.
A pena foi atenuada tendo em conta o facto de o camionista não ter tido intenção de magoar», para além de ter um registo de boa condução, tendo «demonstrado ter sido um camionista responsável».
O camionista ignorou vária sinalização de perigo e, aparentemente, conduzia ao mesmo tempo que falava ao telemóvel, embatendo na traseira de uma viatura que se incendiou imediatamente.
Eu não conheço o Luís nem conhecia a Rita. Tão pouco conheço o "camionista" Paulo Silva.
O que me leva a trazer este assunto aqui tem a ver com a injustiça do nosso Sistema e serve apenas como exemplo.
- Em Portugal levamos dois anos a julgar! Em Inglaterra bastaram três meses!
- Em Portugal a pena é suspensa! Em Inglaterra cumpre pena efectiva!
- Em Portugal a carta fica suspensa um ano! Em Inglaterra leva com três e tem de ir a exame!
Quantas Rita existirão por este País fora?
Quantas vidas serão ceifadas por inconscientes que seguem atrás de um volante e ficam sem castigo?
Demasiadas, direi eu!
Sem comentários:
Enviar um comentário