Não, não é para o meu amor!
Depois de tantos anos a fumar coisas esquisitas, a snifar outras tantas e sem nunca me viciar em nenhuma delas, eis que me vejo agora, aos 40 anos, "agarrado" a algo pior que estas: bombons Mon Chéri!
Não consigo resistir a estas doçuras!
Coloco-os aos pares na boca, um em cada bochecha e espero que derretam (se já viram um hamster a comer, podem bem imaginar como é!).
Quando começo a sentir o licor a sair, aperto-os até os esmagar e vai de trincar a ginja! Que delícia!
Nunca mais chega o Verão para acabar esta tormenta!
(Vai um?!)
P.A
Este é um espaço de reflexão das coisas mundanas do dia a dia. É necessária alguma pachorra para conseguir ler alguns dos disparates que por aqui se vão dizer! Isto, claro, se fizerem parte do meu grupo de dois leitores!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Vitória!
Ontem tivemos mais uma noite eleitoral!
Aconteceu tudo conforme esperado: a taxa de abstenção subiu, Cavaco ganhou à primeira (venceu todos os distritos) e os outros foram para casa com a viola no saco.
Ou seja, o povo português continua a ser estúpido (tal como eu) e foi dar a vitória ao Professor Aníbal!
Mas pronto, fiquei satisfeito porque venceu o meu candidato, não foi necessária segunda volta, poupando-se assim uns milhões e Manuel Alegre foi arrasado!
Fiquei também satisfeito por ter acompanhado os resultados na Sic, não pela qualidade do seu painel de comentadores, fraquinho por sinal, mas sim pela sempre magnífica Clara de Sousa com aquela sua blusa preta rendilhada... sexy... atraente... e de marca!
E pronto, mais cinco anos de presidência e (espera-se) mais três de governação até vermos outra noite eleitoral.
A Clara de Sousa, espero vê-la já hoje no Jornal da Noite!
P.A
Aconteceu tudo conforme esperado: a taxa de abstenção subiu, Cavaco ganhou à primeira (venceu todos os distritos) e os outros foram para casa com a viola no saco.
Ou seja, o povo português continua a ser estúpido (tal como eu) e foi dar a vitória ao Professor Aníbal!
Mas pronto, fiquei satisfeito porque venceu o meu candidato, não foi necessária segunda volta, poupando-se assim uns milhões e Manuel Alegre foi arrasado!
Fiquei também satisfeito por ter acompanhado os resultados na Sic, não pela qualidade do seu painel de comentadores, fraquinho por sinal, mas sim pela sempre magnífica Clara de Sousa com aquela sua blusa preta rendilhada... sexy... atraente... e de marca!
E pronto, mais cinco anos de presidência e (espera-se) mais três de governação até vermos outra noite eleitoral.
A Clara de Sousa, espero vê-la já hoje no Jornal da Noite!
P.A
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Roubalheira!!! Episódio II
Até agora tenho estado calado.
Há até quem já me tenha dito: “epá, não dizes nada?! Tu que és logo dos primeiros?!”
O que é facto é que as pessoas mudam e eu já estou naquela fase em que só perco tempo com o que realmente vale a pena.
E o facto é que, até agora, não tem valido a pena.
E não é que passe a valer, mas a indignação é, ainda, um direito.
Isto tudo a propósito dos sucessivos aumentos dos preços dos nossos combustíveis.
Pagamos, hoje a gasolina e o gasóleo mais caros cerca de 17% do que há um ano atrás.
Ainda mais caros do que em pleno auge da crise do petróleo, em que os preços do barril chegaram aos 147 dólares! O preço cifra-se agora nos 97 e a gasolina está mais cara 1 cêntimo do que estava nessa altura!
Todavia o que me leva a escrever estas linhas não tem que ver, directamente, com o preço dos combustíveis.
Nos últimos dias recebi no meu e-mail a mesma mensagem de boicote a combustíveis da Galp e BP por quatro vezes.
Em três delas acompanhadas de mensagens inflamadas a chamar nomes aos senhores das petrolíferas, aos políticos e governantes, enfim…
Não partilhando da opinião destas pessoas no que toca à individualização do protesto, o que gostaria de vos dizer sobre isto é que não basta boicotar esta ou aquela marca.
Aquilo que a malta devia fazer, para mostrar a todos estes senhores como é, seria deixar de utilizar os carrinhos no nosso dia-a-dia.
Em vez de ir de carro para o trabalho, toda a minha gente de transportes! Isso é que era!
Acabava-se a mama dos impostos nos combustíveis (Iva e ISPP), dos lucros arrecadados por empresas de parqueamento, EMEL e outras que tal, e entupiam-se os transportes que, em abono da verdade, não têm já capacidade para lidar com os passageiros que têm, quanto mais com os que teriam.
Dava-se assim uma lição a todos estes gajos que nos sacam o nosso dinheiro através do automóvel (que a par do tabaco e do álcool garantem por si só 1/3 do orçamento) e poupava-se, não só o ambiente mas, também, a carteira.
Agora quero ver é se esta malta tem coragem para o fazer!
Vá, deixem-se lá de e-mails demagogos e ponham-se todos a andar de transportes.
Deixem de encher os bolsos aos tais senhores a quem chamam nomes e tomem uma atitude.
Mas uma que faça realmente diferença!
P.A
Há até quem já me tenha dito: “epá, não dizes nada?! Tu que és logo dos primeiros?!”
O que é facto é que as pessoas mudam e eu já estou naquela fase em que só perco tempo com o que realmente vale a pena.
E o facto é que, até agora, não tem valido a pena.
E não é que passe a valer, mas a indignação é, ainda, um direito.
Isto tudo a propósito dos sucessivos aumentos dos preços dos nossos combustíveis.
Pagamos, hoje a gasolina e o gasóleo mais caros cerca de 17% do que há um ano atrás.
Ainda mais caros do que em pleno auge da crise do petróleo, em que os preços do barril chegaram aos 147 dólares! O preço cifra-se agora nos 97 e a gasolina está mais cara 1 cêntimo do que estava nessa altura!
Todavia o que me leva a escrever estas linhas não tem que ver, directamente, com o preço dos combustíveis.
Nos últimos dias recebi no meu e-mail a mesma mensagem de boicote a combustíveis da Galp e BP por quatro vezes.
Em três delas acompanhadas de mensagens inflamadas a chamar nomes aos senhores das petrolíferas, aos políticos e governantes, enfim…
Não partilhando da opinião destas pessoas no que toca à individualização do protesto, o que gostaria de vos dizer sobre isto é que não basta boicotar esta ou aquela marca.
Aquilo que a malta devia fazer, para mostrar a todos estes senhores como é, seria deixar de utilizar os carrinhos no nosso dia-a-dia.
Em vez de ir de carro para o trabalho, toda a minha gente de transportes! Isso é que era!
Acabava-se a mama dos impostos nos combustíveis (Iva e ISPP), dos lucros arrecadados por empresas de parqueamento, EMEL e outras que tal, e entupiam-se os transportes que, em abono da verdade, não têm já capacidade para lidar com os passageiros que têm, quanto mais com os que teriam.
Dava-se assim uma lição a todos estes gajos que nos sacam o nosso dinheiro através do automóvel (que a par do tabaco e do álcool garantem por si só 1/3 do orçamento) e poupava-se, não só o ambiente mas, também, a carteira.
Agora quero ver é se esta malta tem coragem para o fazer!
Vá, deixem-se lá de e-mails demagogos e ponham-se todos a andar de transportes.
Deixem de encher os bolsos aos tais senhores a quem chamam nomes e tomem uma atitude.
Mas uma que faça realmente diferença!
P.A
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Momentos redondos
Continua a Saga!
Após uma primeira recusa em pôr os anéis nos dedos, eis que voltam à carga (apesar de eu já saber que assim seria) e tentam seduzir-me novamente.
Parece-me, no entanto, que a proposta agora é mais interessante.
A ver vamos. (Ainda vou voltar ao fato e gravata!!!)
P.A
Após uma primeira recusa em pôr os anéis nos dedos, eis que voltam à carga (apesar de eu já saber que assim seria) e tentam seduzir-me novamente.
Parece-me, no entanto, que a proposta agora é mais interessante.
A ver vamos. (Ainda vou voltar ao fato e gravata!!!)
P.A
(Des)motivados
Há dias, uma amiga minha que trabalha na área do "coaching" (adoro esta mania de colocar estrangeirismos em tudo o que é profissão fina!) partilhou, em conversa de amigos, os resultados de um estudo por ela efectuado num dos maiores bancos do panorama nacional.
Este estudo, encomendado pela Administração do banco, visava aferir, entre outras coisas, o grau de motivação e satisfação dos seus funcionários, convencidos que estavam terem nas suas fileiras equipas com os mais altos graus de contentamento.
Este estudo serviria, posteriormente, para acções de Marketing do próprio banco.
Para surpresa geral, até da minha amiga, os resultados do estudo revelaram aquilo que ninguém esperava: cerca de 80% dos funcionários que participaram no estudo revelavam um alto grau de desmotivação e insatisfação.
Contrariamente ao também esperado, a faixa etária onde residem os mais altos valores de insatisfação não são os mais novos, mas sim os mais antigos funcionários da instituição.
Motivo principal para este descontentamento: a desumanização do local/ posto de trabalho.
Ou seja, mais que a remuneração, o factor humano pesa quando se trata de motivar os trabalhadores.
Por mim não seria necessário qualquer estudo, não só para chegar à primeira conclusão na maioria das nossas empresas, como também para a segunda.
Os trabalhadores, hoje, são vistos como um número num mapa Excel, muitas vezes somente como um sinal, positivo ou negativo.
Não importam os seus problemas, as suas condições, quer familiares quer de trabalho, a sua saúde: o que as empresas querem é facturar, mais e mais, com menos e menos.
Infelizmente não prevejo melhorias neste aspecto.
Em vez de pensarem quanto custa motivar um funcionário, as empresas deveriam pensar quanto custa não o fazer.
É por todos sabido que um funcionário motivado produz mais.
Porque não apostar nisto?
Ao invés, temos (ir)responsáveis que que confundem motivação com laxismo, e que ao invés de tentar perceber o que se passa nas entranhas da sua empresa, arreganham os dentes e vai de dar dentadas em tudo quanto é canela!
Pode ser que um dia percebam que fazem parte do problema, e não da solução!
Até lá, teremos de os aturar, de fazer de conta que somos cegos, surdos e mudos, e deixar rolar o barco... ou então, apeamo-nos do barco e tomamos outro, rumo ao futuro.
Pode ser que entretanto aquele outro vá ao fundo e aí poderemos sempre dizer: "afinal eu tinha razão"!
A nós já de nada nos servirá, mas que vai fazer bem ao ego, lá isso vai!
P.A
Este estudo, encomendado pela Administração do banco, visava aferir, entre outras coisas, o grau de motivação e satisfação dos seus funcionários, convencidos que estavam terem nas suas fileiras equipas com os mais altos graus de contentamento.
Este estudo serviria, posteriormente, para acções de Marketing do próprio banco.
Para surpresa geral, até da minha amiga, os resultados do estudo revelaram aquilo que ninguém esperava: cerca de 80% dos funcionários que participaram no estudo revelavam um alto grau de desmotivação e insatisfação.
Contrariamente ao também esperado, a faixa etária onde residem os mais altos valores de insatisfação não são os mais novos, mas sim os mais antigos funcionários da instituição.
Motivo principal para este descontentamento: a desumanização do local/ posto de trabalho.
Ou seja, mais que a remuneração, o factor humano pesa quando se trata de motivar os trabalhadores.
Por mim não seria necessário qualquer estudo, não só para chegar à primeira conclusão na maioria das nossas empresas, como também para a segunda.
Os trabalhadores, hoje, são vistos como um número num mapa Excel, muitas vezes somente como um sinal, positivo ou negativo.
Não importam os seus problemas, as suas condições, quer familiares quer de trabalho, a sua saúde: o que as empresas querem é facturar, mais e mais, com menos e menos.
Infelizmente não prevejo melhorias neste aspecto.
Em vez de pensarem quanto custa motivar um funcionário, as empresas deveriam pensar quanto custa não o fazer.
É por todos sabido que um funcionário motivado produz mais.
Porque não apostar nisto?
Ao invés, temos (ir)responsáveis que que confundem motivação com laxismo, e que ao invés de tentar perceber o que se passa nas entranhas da sua empresa, arreganham os dentes e vai de dar dentadas em tudo quanto é canela!
Pode ser que um dia percebam que fazem parte do problema, e não da solução!
Até lá, teremos de os aturar, de fazer de conta que somos cegos, surdos e mudos, e deixar rolar o barco... ou então, apeamo-nos do barco e tomamos outro, rumo ao futuro.
Pode ser que entretanto aquele outro vá ao fundo e aí poderemos sempre dizer: "afinal eu tinha razão"!
A nós já de nada nos servirá, mas que vai fazer bem ao ego, lá isso vai!
P.A
Subscrever:
Mensagens (Atom)