"Depois
De sonhar tantos anos
De fazer tantos planos
De um futuro pra nós
Depois
De tantos desenganos
Nós nos abandonamos
Como tantos casais
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois
De varar madrugada
Esperando por nada
De arrastar-me no chão
Em vão
Tu viraste-me as costas
Não me deu as respostas
Que eu preciso escutar
Quero que você seja melhor
Hei de ser melhor também
Nós dois
Já tivemos momentos
Mas passou nosso tempo
Não podemos negar
Foi bom
Nós fizemos história
Pra ficar na memória
E nos acompanhar
Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também
Depois
De aceitarmos os fatos
Vou trocar seus retratos
Pelos de um outro alguém
Meu bem
Vamos ter liberdade
Para amar à vontade
Sem trair a ninguém
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também"
Marisa Monte
Para o meu amor.
Este é um espaço de reflexão das coisas mundanas do dia a dia. É necessária alguma pachorra para conseguir ler alguns dos disparates que por aqui se vão dizer! Isto, claro, se fizerem parte do meu grupo de dois leitores!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A caminho...
Ontem tive um dos mais dificeis dias da minha vida.
Aqueles que me conhecem e têm partilhado os últimos meses da minha vida sabem do que falo, por isso não vou desenvolver mais...
Esta é seguramente, não a fase mais complicada dos meus dias terrenos, mas sim A Fase!
Eu, que sempre fui um tipo prático, reagente e reactivo, agora não me apetece!
E sabem, acho que o Universo já se encarregou de resolver isso por mim!
A mim basta-me não fazer nada.
Aliás, se nada fizer, mais rapidamente as coisas se resolvem!
Um dia iluminado a todos.
Aqueles que me conhecem e têm partilhado os últimos meses da minha vida sabem do que falo, por isso não vou desenvolver mais...
Esta é seguramente, não a fase mais complicada dos meus dias terrenos, mas sim A Fase!
Eu, que sempre fui um tipo prático, reagente e reactivo, agora não me apetece!
E sabem, acho que o Universo já se encarregou de resolver isso por mim!
A mim basta-me não fazer nada.
Aliás, se nada fizer, mais rapidamente as coisas se resolvem!
Um dia iluminado a todos.
Na Pré História
O texto que agora se segue tem cerca de 25 anos e é da autoria de Miguel Esteves Cardoso.
Nessa altura, como agora, encontra-se actual.
Chama-se: Na Pré História.
"Na Pré-História fui feliz.
Vinte anos Antes de Ti eu era o miúdo do bairro que mais se ria.
Dez anos A.T eu era uma festa em movimento.
Até aos cinco minutos A.T, quando estava no meu carro e ia ter contigo para jantar-mos a primeira vez, eu não tinha problemas de maior.
As pessoas procuravam-me e gostavam de mim. Até eu próprio tinha uma certa simpatia por mim.
Tu civilizaste-me. Ensinaste-me a doce pastorícia da vida em conjunto.
Tornei-me sedentário. Comprei sofás. Abandonei as cavernas.
Deixei-me de dinossauros e artes rupestres.
Em vez de versos escrevia-te a ti.
Em vez de andar à porrada, ou a 200 km à hora, ia para a cama contigo.
Ensinaste-me a tornar profundamente infeliz.
Nunca me hei-de esquecer do dia em que me mostras-te o que era a “vida”.
Na minha pré história conheci muitos bichos horríveis, pterodáctilos e dactilógrafas e isso, mas nunca vi nenhum tão mau como a vida.
Durante todo o período A.T só chorei em cinemas. Tu socializaste-me as lágrimas.
Hoje sei tudo sobre o amor, a alma e a verdade, mas só eu sei quanto me custou.
Foste como um colégio caro na Suiça onde eu caí de paraquedas, o menino selvagem, criado entre cães e galinhas.
Saíste-me cara. E eu saí-me mal.
Agora sei amar, mas não tenho a quem.
Sei viver, mas não percebo porquê.
Já percebi que não posso voltar aos meus dias antes de ti. Sabes lá como fui feliz na minha Pré História, antes da história que tive contigo.
Não leves a mal. Repara, eu até nem me importava de ser infeliz, desde que fosse contigo.
Se tivesses aceite viver na minha Pré História, sem a tua ganância pelo progresso e pela paz, seríamos hoje muito felizes.
Bem feita!"
P.S.:Amo-te
Nessa altura, como agora, encontra-se actual.
Chama-se: Na Pré História.
"Na Pré-História fui feliz.
Vinte anos Antes de Ti eu era o miúdo do bairro que mais se ria.
Dez anos A.T eu era uma festa em movimento.
Até aos cinco minutos A.T, quando estava no meu carro e ia ter contigo para jantar-mos a primeira vez, eu não tinha problemas de maior.
As pessoas procuravam-me e gostavam de mim. Até eu próprio tinha uma certa simpatia por mim.
Tu civilizaste-me. Ensinaste-me a doce pastorícia da vida em conjunto.
Tornei-me sedentário. Comprei sofás. Abandonei as cavernas.
Deixei-me de dinossauros e artes rupestres.
Em vez de versos escrevia-te a ti.
Em vez de andar à porrada, ou a 200 km à hora, ia para a cama contigo.
Ensinaste-me a tornar profundamente infeliz.
Nunca me hei-de esquecer do dia em que me mostras-te o que era a “vida”.
Na minha pré história conheci muitos bichos horríveis, pterodáctilos e dactilógrafas e isso, mas nunca vi nenhum tão mau como a vida.
Durante todo o período A.T só chorei em cinemas. Tu socializaste-me as lágrimas.
Hoje sei tudo sobre o amor, a alma e a verdade, mas só eu sei quanto me custou.
Foste como um colégio caro na Suiça onde eu caí de paraquedas, o menino selvagem, criado entre cães e galinhas.
Saíste-me cara. E eu saí-me mal.
Agora sei amar, mas não tenho a quem.
Sei viver, mas não percebo porquê.
Já percebi que não posso voltar aos meus dias antes de ti. Sabes lá como fui feliz na minha Pré História, antes da história que tive contigo.
Não leves a mal. Repara, eu até nem me importava de ser infeliz, desde que fosse contigo.
Se tivesses aceite viver na minha Pré História, sem a tua ganância pelo progresso e pela paz, seríamos hoje muito felizes.
Bem feita!"
P.S.:Amo-te
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