
Em tempo de visita papal (não que me diga algo de especial) e talvez por nestes dias ter mais tempo para pensar (por força de um arreliante problema de saúde), vieram-me à ideia lembranças, que no fundo vêm todos os dias, mas que por ora me parecem mais importantes.
Nunca dei demasiada importância ao dinheiro. Tenho o suficiente para levar uma vida normal, por vezes fora do normal, mas não advinha mal ao mundo se tivesse um pouco mais. Só para poder fazer algo... anormal!
Talvez por isso, por não ligar muito ao dinheiro, não tenho sido especialmente bafejado pela sua distribuição, antes pelo contrário.
Nunca esperei por sorteios, heranças e outros que tais, não.
Quem me dera que aqueles que me podiam dar algum ainda estivessem por cá, na minha, na nossa companhia. Seria muito mais rico assim!
Custa-me, todavia, ver o esbanjamento a que certas pessoas votaram essas riquezas, atropelando sentimentos e últimas vontades, e só por isto, que não sou materialista.
Mas enfim, as atitudes ficam com quem as pratica, lá diz a sabedoria popular.
Por mim, fico muito mais rico sabendo que fui fiel (até ao fim) aos meus princípios e às minhas convicções e que, talvez por isso, seja preterido nesta distribuição.
O que para mim conta são as atitudes, não uma conta bancária recheada... e saber que eles continuam comigo.
Estejam lá onde estiverem.
Continuo a lembrar-me de vocês. Sabem bem de quem falo!
P.A
Sem comentários:
Enviar um comentário