
Partilham-se alegrias e tristezas.
Pede-se apoio e ajuda, dá-se o que temos e o que não temos.
Passam-se bons e maus momentos.
Bebe-se um copo, partilha-se um cigarro.
Fazem-se confidências (e inconfidências) e pede-se segredo.
Dão-se sorrisos, abraços, vertem-se lágrimas.
É isto a amizade.
São isto, os amigos.
E de repente, perde-se o contacto, fica-se a olhar para trás a recordar esses bons momentos, o carinho que se sente por alguém como se os não voltássemos a ver!
E porquê?!
Será que a vida, a nossa vida, não é compatível com a amizade?
Temos de deixar para trás esses indivíduos que, em certa altura, tanto nos disseram e agora, só porque encontrámos alguém com quem partilhar a nossa vida temos de os descartar como se um objecto se tratasse?!
Ou será que, afinal, os nossos amigos nunca o foram, na verdade, mas apenas oportunistas que se aproveitaram de nós enquanto precisaram e agora que já não precisam...
Vou comprar um cão!!
P.A
Também eu já passei por isso ... É dificil de aceitar, mas a vida continua. Esses pseudo amigos que em tempos partilhamos a nossa vida com eles e vice versa chegam a uma altura da vida em que tanto eles como nós decidimos enveredar por outra vida, com companhia, com paixão. E nós os grandes e confidentes amigos de tantas e tantas situações ficamos como que adormecidos em baus há espera que o profeta da desgraça nos traga uma boa nova, uma zanga entre o casal ou alguma outra coisa que nos traga de volta esse amigo tão especial. Mas se isso não acontecer, para mim, resta-me a consolação e fica somente o bom dia, boa tarde ou boa noite...
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