segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Silly Season!


Este ano da minha vida tem sido muito interessante.
Fui traído, sofri com mentiras e segredos, passei por uma separação e uma doença parva que ninguém esperava, muito menos eu, e que têm tornado os meus dias muito intensos.

Habituei-me a ouvir que “nada acontece por acaso” e tenho tentado perceber porque raio me foi acontecer tudo isto.
O facto é que, apesar de não ter ainda percebido tudo, tenho pelo menos tentado ver  isto pelo lado positivo, ao invés do negativo, e aproveitar as coisas boas que me têm sido oferecidas.

Vivendo agora sozinho, sou dono do meu tempo.
Tenho mais tempo para os meus filhos quando estão comigo, e mais tempo para mim quando não estão.
Redescobri o prazer da leitura, de ouvir música, de estar só comigo mesmo, de fazer o que me apetece sem dar justificações.
A minha casa está mais limpa e arrumada Dá gosto receber gente!
Posso por fim dedicar-me aos meus carros, tratar do meu “clássico”.
Tenho aulas de surf, desporto que nunca me fascinou por aí além, mas que me permite aliviar o stresse e a ansiedade.
Sinto-me bem como estou, sozinho quando me apetece, acompanhado quando não.
Foi-me dada a oportunidade de voltar a ser pai, desejo que me estava vedado por força das circunstâncias.
Porque isto das idades funciona nos dois sentidos, tenho uma “miúda” fantástica que olha por mim e me acompanha na doença, agora mais que há umas semanas.
Que me quer bem e gosta de mim pelo que sou, com todos os defeitos e virtudes e que, acima de tudo e bastante importante, adora os meus filhos.
E o sentimento é recíproco!
Por tudo isto, acabo por estar bem melhor que há um ano.
A mágoa e a dor ficam sempre.
As recordações não se apagam de um dia para o outro, se é que alguma vez se apagarão, mas cada vez me lembro menos delas.
Estou, portanto, senão feliz, mais feliz que antes.

Consigo perceber, ainda que aos poucos, que se não tivesse tido os infortúnios que tive neste ano, muito destas coisas não teriam acontecido.
E, pesando umas e outras, estou bem melhor agora.
Livrei-me, não de um, mas de vários problemas.
Se me perguntarem se custou, responderei que ainda custa!
Mas todos os dias um pouco menos.
Perdão?!
Sim, isso é o que menos custa… mas não esqueço!
Não devo esquecer, tenho é de aprender.
E avançar…
Acima de tudo... ainda cá ando!

Sem comentários:

Enviar um comentário