Acabei de perder o meu avô Zé, ou avô Velho, como lhe chamava o meu filho Miguel.
A vida é assim, vamos ficando mais velhos e aqueles com que aprendemos a viver vão-nos deixando. É a Lei da Vida! Um dia chegará a nossa vez, também.
Resta-me agora recordá-lo, lembrar os bons bocados passados juntos, as tardes bem passadas na sua companhia e da minha avó Alice no Jardim da Parada, das férias em Alcanhões e dos banhos no tanque cheio de àgua fria do poço, até ficar com os dedos roxos de frio.
Já agora, mais recentemente, dos almoços que fazíamos de vez em quando e da satisfação que era, apesar dos seus 93 anos, ver que ainda era um bom garfo!
Vou ter saudades dele, como tenho da minha avó, mas o tempo encarregar-se-á de fazer passar esta dor que agora sinto.
Vou lembrá-lo sempre e, de vez em quando, chorar a sua falta, mas como ele próprio defendia, a vida não pára. Detestava ser um fardo, um estorvo para os outros.
Não te preocupes avô, isto passa. Obrigado por teres sido assim.
Agora descansa em paz e, se para onde fores vires a avó Alice, dá-lhe um beijinho meu e diz-lhe que em breve lhe farei uma visita para as nossas habituais conversas.
Adeus Avô.
Nunca digas adeus... diz antes até já ... nós vemo-nos por ai...
ResponderEliminarE os passeios ao largo do Rato, as férias que passei com eles em Monte Real, as idas á quinta onde era caseiro (ás vezes) ... Memórias que ficam para sempre guardadas.
Nuno Almeida
a vida tem de seguir e prosseguir em frente!!
ResponderEliminarforte abraço
heduardo